Assim como uma pequena planta deve enfrentar muitos obstáculos antes de se transformar numa árvore, nós precisamos experimentar muitas dificuldades no caminho da felicidade absoluta. (Nitiren Daishonin).
O Poema de Fernando Pessoa “A felicidade exige valentia” define claramente como devemos procurar a Felicidade, e como esta se transforma numa Viga Mestre da Maçonaria, ora vejamos o que nos diz o grande Mestre:
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
O Poema de Fernando Pessoa “A felicidade exige valentia” define claramente como devemos procurar a Felicidade, e como esta se transforma numa Viga Mestre da Maçonaria, ora vejamos o que nos diz o grande Mestre:
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Através deste belo poema podemos caracterizar que a Felicidade, é o culminar duma caminhada na busca dum oásis, algures no deserto da nossa vida. Para encontrarmos esse mítico paraíso, onde reina a Felicidade, só dependerá da nossa capacidade para absorvermos as nossas frustrações, desventuras, e amargos da vida, que como armadilhas, ou como provas, nos surgem a cada passo dessa nossa incessante caminhada.
Sem dúvida, que como afirma o Mestre Fernando Pessoa, precisamos duma certa dose de valentia para viver, para atravessar os desertos, as montanhas, os fossos cheios de armadilhas que nos surgem no caminho. Mas, precisamos ser ainda mais corajosos e mais valentes para não nos deixarmos esmorecer, magoar e aceitarmos viver, pois por mais triste que seja a nossa vida, maior tristeza será não viver.
Claro que muitas das desventuras e muitos amargos na nossa vida, seriam evitáveis, se nas inter-relações entre os Homens prevalecesse como código de conduta a nobreza do carácter, a verticalidade do gesto, e o respeito pela dignidade humana. E, se a estes valores se associasse a sincera fraternidade e a verdade absoluta, aquela que é ensinada na Arte Real, então, a Felicidade dos Homens seria uma realidade mais concreta e mais duradoura.
Contudo, perante o tempo de uma vida, somos injustos ao considerar que existem somente interstícios de Felicidade. Quando na realidade esta está sempre presente nas nossas vidas e é muito real, só que por nossa distracção, não nos damos conta da sua presença, porque geralmente nos acompanha com “outras coisas menores”, que por atribuirmos a estas mais atenção, não nos damos conta que aquela está muitas das vezes ao nosso lado, e incrivelmente não a vemos. Só nos apercebemos da sua existência quando a perdemos.
Na verdade, podemos considerar que a Felicidade é como se fosse uma essência perfumada, que não podemos borrifar nos outros, sem que algumas gotas desse orvalho nos caia em cima. E, só por esta razão, o Homem poderia ser tão feliz quando o desejasse, dado que está na sua mão, a iniciativa de borrifar os outros com esse sublime perfume, com a certeza, que algumas dessas milagrosas gotas de Felicidade também nele cairão.
Porém, diz-nos a Sabedoria antiga, que embora a Felicidade dependa, em parte, do nosso comportamento, ela também depende do factor sorte, da saúde, da posição social, do país onde se nasce, etc., ou seja, depende de factores condicionantes que não são por nós controláveis, factores que o realizador do filme “o Rico e o Pobre” muito bem soube caracterizar.
Contudo, apesar das condicionantes não controláveis e do acaso poder determinar a Felicidade do Homem, existe uma fórmula alquímica para a transmutar em cada um de nós. E, o auto-conhecimento das suas variáveis, poderá ser a chave que procuramos para a conquistar. Ora vejamos pela decomposição das suas variáveis, quanto está nas nossa mãos o poder de conquistarmos a tão almejada Felicidade:
· Devemos reduzir os nossos desejos ao mínimo, para que obtenhamos a máxima concretização e com esta a máxima satisfação;
· Devemos desejar somente o que depende de nós;
· Devemos a todo o custo procurar o bem-estar do nosso corpo e o bem-estar da nossa mente, uma vez que este está indissoluvelmente ligado à Felicidade que possamos vir a sentir;
· Devemos procurarmos estar Activos e sermos úteis à sociedade onde nos integramos, uma vez que a actividade e o sentimento de utilidade produzem sentimentos positivos de modo quase automático e duradouro;
· Devemos, evitar manifestar emoções negativas, tais como a cólera, a angústia, a inveja e a tristeza, dado que ficam mais fortes quando as extravasamos;
· Devemos controlar o nosso destino.
Sem dúvida que estas são algumas das variáveis condicionantes e indispensáveis para se alcançar a Felicidade. Pelo que numa criteriosa análise verificamos que muito do nosso comportamento é reflectido em nós, como se fosse uma característica da nossa vida interior. Pelo que dominando as principais variáveis da mágica formula, alcançamos um estatuto de equilíbrio emocional e Paz Interior, e com este estatuto a Felicidade. Pois, a Felicidade não é mais que o reflexo do nosso mundo interior. E, ao compreendermos esta verdade, alcançamos a universalidade em tudo o que sentimos, pensamos e fazemos. O Homem que sabe administrar com firmeza o seu interior será senhor de si mesmo.
Por outro lado, sendo a saúde um factor essencial à Felicidade, uma vez que se não formos saudáveis dificilmente poderemos ser felizes, existe uma outra saúde que é ainda mais importante para se alcançar a Felicidade do que a física, que é a saúde mental, aquela que proporciona o equilíbrio psicológico essencial para se atingir a verdadeira Felicidade.
Na verdade, toda a nossa vida é marcada por sobressaltos nas nossas relações com os outros. Pelo que se a nossa prática diária de comportamento for deficitário, a nossa vida interior será de certo afectada, e por conseguinte a saúde mental não será a melhor, logo não poderemos ser Felizes. Pelo que para sermos de facto Felizes, temos que ser para além de intrépidos e dominadores nas nossas vontades, valentes a decidir e a optar, o que exige valentia, deixando para o Tribunal da nossa Consciência o julgamento das nossas acções.
Todavia, para além da mágica fórmula nos conduzir à Felicidade, ela reconcilia-nos também com a mais antiga tradição filosófica, dado que nos conduz à Sabedoria através da palavra, do raciocínio e do conhecimento. E, com Sabedoria, não só tomamos nas nossas mãos a nossa própria Felicidade, como com a urbanidade que a esta está associada, preparamos as gerações futuras para poderem viver e gozar uma vida plena de realização e de Felicidade, enaltecendo um passado, feito por homens livres e de bons costumes.
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