São íntimas as relações e as analogias entre estas três idéias, que muitas vezes se empregam para se definirem mutuamente. É conhecida a definição falsamente atribuída a Platão: “a beleza é o esplendor da verdade”. Outros definiram: a beleza é o esplendor do bem. O bem moral é frequentemente designado sob o nome de belo. De facto, o verdadeiro, o belo e o bem, em si mesmos, identificam-se no mesmo ser, do qual são três aspectos diferentes.Esta é a razão porque Deus, sendo um Ser absoluto, é também a verdade perfeita, a beleza suprema, e o bem infinito; por isso mesmo, todo o ser vivente, criado à sua imagem e seguidor da sua doutrina, é verdadeiro, é belo e é bom.
Mas, ainda que no ser absoluto estes três conceitos se identifiquem unidos, em relação ao homem eles são distintos; isto porque o homem os identifica por meio de faculdades diferentes, o que obriga a distingui-los de maneira específica, à semelhança do prisma que decompõe a luz nas cores elementares.O verdadeiro, percebido pela inteligência, é o objeto da ciência; o bem, realizado pela vontade, é o objecto da moral; e a beleza, conhecida pela imaginação e sensibilidade superior, é o objecto da estética.
Sem comentários:
Enviar um comentário