sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A Beleza

Nada é mais conhecido do que o sentimento do belo; nada é mais difícil de definir do que a sua idéia. Na humanidade, a Beleza produz dois efeitos: dá-lhes prazer e provoca-lhes um juízo. O juízo estético é universal, isto é, quando afirmamos que certo objecto é absolutamente belo, todos devem estar de acordo.A emoção estética é um sentimento agradável, composto de simpatia, de prazer e de surpresa, que pode ser resumido em admiração. Segundo S. Tomás de Aquino, a beleza é a ordem, isto é, a unidade na variedade. Poder-se-ia objetar que há uma certa ordem, uma certa regularidade que nada tem a ver com a beleza. Por outro lado, dizia Boileau que “uma bela desordem é o efeito da arte”.Toda a beleza é essencialmente expressiva; um objeto é belo por causa das idéias e sentimentos que nos sugere. A beleza é expressiva porque exprime a vida e, em particular, a vida do nosso espírito. No dizer de Platão, “a graça das formas provém de elas exprimirem, na matéria, as qualidades da alma”.
Segundo diz Aristóteles na Poética, “toda a beleza deve-se assemelhar à vida”. A beleza é a expressão da vida, mas não de uma vida qualquer; há certas formas de vida que são diminuídas, disformes ou abortivas da vida, que são objecto de compaixão, de desgosto, de aversão e até de horror. O que excita em nós a simpatia, a admiração, o entusiasmo, é a expressão de uma vida rica, livre e harmónica. Assim sendo, podemos definir a beleza como sendo: A expressão que estimula agradavelmente os sentidos, a imaginação, a razão e o sentimento. Esta definição reúne e harmoniza todos os elementos essenciais contidos nas definições de Aristóteles, de S. Agostinho e de S. Tomás de Aquino.

Sem comentários: