Deus é dia e noite, Inverno e verão, guerra e paz, abundância e fome. Transforma-se como o fogo em que se misturam aromas. Cada um o nomeia como quer.
Heráclico de Éfeso, Grécia antiga, cerca de 540-480 ªC.
De todas as vigas mestras que sustentam os princípios filosóficos da Maçonaria, a confiança no poder de Deus talvez seja aquela que sustenta todas as demais. Pelo que considero ser esta a mais forte de todas as vigas que já abordámos, uma vez que as outras vigas dificilmente resistem às vicissitudes e iniquidades humanas que surgem no dia a dia, que Infelizmente são muitas, tal como disse o próprio Divino Mestre: “o espírito na verdade é forte, mas a carne é fraca”.
Assim, por ser esta a viga mais forte do Templo maçónico, o verdadeiro maçom regular é aquele que confia em Deus, sem nenhum fingimento, reserva, ou subterfúgio. Pois, está ciente de que com as suas próprias forças fracassará num qualquer amargo de vida, e que por consequência desta sua fragilidade, acabará por deixar de confiar em si e nos Homens. Pelo, que confiando no poder de Deus, de Quem espera o socorro e a protecção nas suas muitas vidas, acabará por acreditar que há sempre um futuro, não apenas para si próprio, mas para todo o ser humano.
Deste modo, o maçom regular ao confiar no poder de Deus, faz com que Este reine no seu coração, orientando-o para o caminho certo, ao mesmo tempo que o ajuda a discernir entre o caminho do bem e do mal.
Tal como o profeta Isaías pregou, quando se referiu à grandeza de Deus e à confiança que o Homem Nele deveria ter: “os que esperam no Senhor, adquirirão sempre novas forças, tomarão asas como as da águia, correrão e não se fatigarão, andarão e não desfalecerão”. Na verdade, é muito singular que o Profeta Isaías compare os que confiam em Deus com o voo das águias. De facto, elas têm uma forma muito peculiar de enfrentar as tempestades. Quando se aproxima uma tempestade as águias abrem as suas asas, e voam em direcção ao alto, onde o Sol por cima das nuvens brilha majestoso e sublime. Nesta luta titânica podem perder algumas penas, podem até mesmo ferir-se, mas não temem o perigo, e temerárias voam sempre em direcção ao alto. Depois, enquanto todas as criaturas vivas ficam mergulhadas na escuridão molhada, elas voam vitoriosas e em paz num brilhante céu azul.
Por outro lado, a ausência de fé numa Divindade Criadora facilita no Homem o aparecimento do medo, a angústia, a ansiedade, a tristeza, a desilusão, o egoísmo, a infelicidade e os demais sentimentos negativos, os quais são frequências mentais que destroem e aviltam a dignidade humana. Pelo que tanto a fé no Criador, como o trabalho em benefício da família humana e a firme vontade de caminhar na senda do Bem, constituem a base da satisfação e felicidade de qualquer vida humana.
Todavia, se pensarmos na confiança da águia, em que para lá do tecto cinzento brilha um radioso Sol, será racional acreditarmos na existência do Deus padrão? Poderá apresentar-se uma boa razão, ou um argumento plausível a favor da sua existência? Alguns teístas dizem que não, e baseiam a sua crença na fé, ou seja, acreditam sem provas ou razões que provem a sua existência. Por outro lado, outros teístas pensam que se podem construir argumentos para provar que o Deus padrão existe.
Qualquer que seja a verdade, tal como a águia, quando vejo a natureza, o verde das plantas, o azul cinzento do horizonte, essa cor parda e mística da mistura da terra com o mar, bordada por um farrapo laranja de Sol, que contrasta com a cor de um céu cósmico pontilhado por muitos pontos cintilantes; encontro uma grande serenidade, que me invade o espírito. E, nela vejo e sinto a presença de Deus! Aliás, estas imagens idílicas trazem-me sempre a lembrança da presença de Deus, e com estes pensamentos ancorados na Divindade, sinto que sou um homem muito feliz. Aliás, Deus tem muito prazer em que admiremos a sua obra e que Lhe demos graças por esta, porque este princípio bíblico nos traz a paz e a segurança.
Então! Se Deus é a Natureza, o ar que respiramos, o Cosmos e todo o Universo, o que significa crer-mos na ajuda permanente de Deus metafísico? O que significa ter-mos uma consciência da Sua presença constante? Depois de nos cobrirmos com o manto do silêncio, e de termos reflectido muito, chegamos à conclusão que conhecer Deus é vivermos com Serenidade e Paz Interior. Conhecer Deus é enchermo-nos de Felicidade, e com esta, transbordamos a a nossa alegria para todos aqueles que nos estão próximos, ou que connosco convivem. E, para encontrarmos Deus, basta obedecermos às leis divinas, amando a humanidade, sentindo a Natureza, renunciando à vontade pessoal, aos apegos, aos pensamentos e aos sentimentos negativos. Se assim o fizermos estamos aptos a encontrar Deus no nosso templo do silêncio. Pois, Deus habita no nosso coração.
Consciente da presença de Deus, passei a ter somente um desejo: cumprir a vontade e os desígnios de Deste. Pelo que quando Deus me guia na direcção de um caminho, com muito gosto percorro esse caminho. Quando Deus me transforma num guerreiro da Luz, com o mesmo gosto ergo a espada e em seu nome procuro a rota resplandecente da verdade, do bem, da solidariedade e da fraternidade, procurando estar sempre disponível para iluminar o caminho dos Homens livres e de bons costumes. Se sou criticado pelo que em Seu nome faço, humildemente recebo a critica. Se o que faço em Seu nome me trás um elogio, imediatamente dou graças a Este, porque apenas sou um instrumento através do qual Deus faz o Seu trabalho. E, porque sei que quando Deus me ordena que faça algo em seu nome, Ele me dá a Sabedoria, a Força e a Beleza necessárias para realizar a obra que me ordenou executo-a com empenho e confiança, seja esta obra de execução fácil ou difícil. Pelo que ao proceder deste modo, estou convicto que caminho à luz do amor de Deus, da paz e da serenidade. Por isso, quando o Sol se põe, volto-me para Deus com os melhores pensamentos de agradecimento e de louvor, pronto para o receber de novo no Oriente. Pois ao viver de acordo com a luz mais elevada que tenho, torno possível que me seja dada mais luz.
Não é possível interpretar mal a luz que vem da Fonte, porque esta nos chega com um entendimento pleno, de maneira que podemos explicá-la e comentá-la. Pelo que recomendo este caminho a todo aquele que queira caminhar na companhia de Deus. Grandes bênçãos estão reservadas àqueles que tenham a sabedoria de colocar em prática a luz mais elevada que lhes chegue. Pois, através desta luz, um dia o Homem será deus em potência e em acção.
Aliás, de harmonia com as premissas da alquimia interior, o Homem caminha para a essência Divina. E, de acordo com estas mesmas premissas, depois do Homem ter vencido e dominado os quatro elementos, o Homem dominará o quinto elemento, que segundo os antigos alquimistas, consiste na energia primordial criadora do Universo. Pelo que somente com o Divino poder da “Sabedoria” e da “Força de Vontade”, o Homem poderá triunfar sobre o quinto elemento, para em conformidade com a sua utilização, descer aos infernais abismos, ou ascender aos galácticos céus. E, porque lhe foi legada esta sabedoria, o Homem reflecte que tudo o que vê, toca e sente é uma manifestação do Poder Criador Universal.
Heráclico de Éfeso, Grécia antiga, cerca de 540-480 ªC.
De todas as vigas mestras que sustentam os princípios filosóficos da Maçonaria, a confiança no poder de Deus talvez seja aquela que sustenta todas as demais. Pelo que considero ser esta a mais forte de todas as vigas que já abordámos, uma vez que as outras vigas dificilmente resistem às vicissitudes e iniquidades humanas que surgem no dia a dia, que Infelizmente são muitas, tal como disse o próprio Divino Mestre: “o espírito na verdade é forte, mas a carne é fraca”.
Assim, por ser esta a viga mais forte do Templo maçónico, o verdadeiro maçom regular é aquele que confia em Deus, sem nenhum fingimento, reserva, ou subterfúgio. Pois, está ciente de que com as suas próprias forças fracassará num qualquer amargo de vida, e que por consequência desta sua fragilidade, acabará por deixar de confiar em si e nos Homens. Pelo, que confiando no poder de Deus, de Quem espera o socorro e a protecção nas suas muitas vidas, acabará por acreditar que há sempre um futuro, não apenas para si próprio, mas para todo o ser humano.
Deste modo, o maçom regular ao confiar no poder de Deus, faz com que Este reine no seu coração, orientando-o para o caminho certo, ao mesmo tempo que o ajuda a discernir entre o caminho do bem e do mal.
Tal como o profeta Isaías pregou, quando se referiu à grandeza de Deus e à confiança que o Homem Nele deveria ter: “os que esperam no Senhor, adquirirão sempre novas forças, tomarão asas como as da águia, correrão e não se fatigarão, andarão e não desfalecerão”. Na verdade, é muito singular que o Profeta Isaías compare os que confiam em Deus com o voo das águias. De facto, elas têm uma forma muito peculiar de enfrentar as tempestades. Quando se aproxima uma tempestade as águias abrem as suas asas, e voam em direcção ao alto, onde o Sol por cima das nuvens brilha majestoso e sublime. Nesta luta titânica podem perder algumas penas, podem até mesmo ferir-se, mas não temem o perigo, e temerárias voam sempre em direcção ao alto. Depois, enquanto todas as criaturas vivas ficam mergulhadas na escuridão molhada, elas voam vitoriosas e em paz num brilhante céu azul.
Por outro lado, a ausência de fé numa Divindade Criadora facilita no Homem o aparecimento do medo, a angústia, a ansiedade, a tristeza, a desilusão, o egoísmo, a infelicidade e os demais sentimentos negativos, os quais são frequências mentais que destroem e aviltam a dignidade humana. Pelo que tanto a fé no Criador, como o trabalho em benefício da família humana e a firme vontade de caminhar na senda do Bem, constituem a base da satisfação e felicidade de qualquer vida humana.
Todavia, se pensarmos na confiança da águia, em que para lá do tecto cinzento brilha um radioso Sol, será racional acreditarmos na existência do Deus padrão? Poderá apresentar-se uma boa razão, ou um argumento plausível a favor da sua existência? Alguns teístas dizem que não, e baseiam a sua crença na fé, ou seja, acreditam sem provas ou razões que provem a sua existência. Por outro lado, outros teístas pensam que se podem construir argumentos para provar que o Deus padrão existe.
Qualquer que seja a verdade, tal como a águia, quando vejo a natureza, o verde das plantas, o azul cinzento do horizonte, essa cor parda e mística da mistura da terra com o mar, bordada por um farrapo laranja de Sol, que contrasta com a cor de um céu cósmico pontilhado por muitos pontos cintilantes; encontro uma grande serenidade, que me invade o espírito. E, nela vejo e sinto a presença de Deus! Aliás, estas imagens idílicas trazem-me sempre a lembrança da presença de Deus, e com estes pensamentos ancorados na Divindade, sinto que sou um homem muito feliz. Aliás, Deus tem muito prazer em que admiremos a sua obra e que Lhe demos graças por esta, porque este princípio bíblico nos traz a paz e a segurança.
Então! Se Deus é a Natureza, o ar que respiramos, o Cosmos e todo o Universo, o que significa crer-mos na ajuda permanente de Deus metafísico? O que significa ter-mos uma consciência da Sua presença constante? Depois de nos cobrirmos com o manto do silêncio, e de termos reflectido muito, chegamos à conclusão que conhecer Deus é vivermos com Serenidade e Paz Interior. Conhecer Deus é enchermo-nos de Felicidade, e com esta, transbordamos a a nossa alegria para todos aqueles que nos estão próximos, ou que connosco convivem. E, para encontrarmos Deus, basta obedecermos às leis divinas, amando a humanidade, sentindo a Natureza, renunciando à vontade pessoal, aos apegos, aos pensamentos e aos sentimentos negativos. Se assim o fizermos estamos aptos a encontrar Deus no nosso templo do silêncio. Pois, Deus habita no nosso coração.
Consciente da presença de Deus, passei a ter somente um desejo: cumprir a vontade e os desígnios de Deste. Pelo que quando Deus me guia na direcção de um caminho, com muito gosto percorro esse caminho. Quando Deus me transforma num guerreiro da Luz, com o mesmo gosto ergo a espada e em seu nome procuro a rota resplandecente da verdade, do bem, da solidariedade e da fraternidade, procurando estar sempre disponível para iluminar o caminho dos Homens livres e de bons costumes. Se sou criticado pelo que em Seu nome faço, humildemente recebo a critica. Se o que faço em Seu nome me trás um elogio, imediatamente dou graças a Este, porque apenas sou um instrumento através do qual Deus faz o Seu trabalho. E, porque sei que quando Deus me ordena que faça algo em seu nome, Ele me dá a Sabedoria, a Força e a Beleza necessárias para realizar a obra que me ordenou executo-a com empenho e confiança, seja esta obra de execução fácil ou difícil. Pelo que ao proceder deste modo, estou convicto que caminho à luz do amor de Deus, da paz e da serenidade. Por isso, quando o Sol se põe, volto-me para Deus com os melhores pensamentos de agradecimento e de louvor, pronto para o receber de novo no Oriente. Pois ao viver de acordo com a luz mais elevada que tenho, torno possível que me seja dada mais luz.
Não é possível interpretar mal a luz que vem da Fonte, porque esta nos chega com um entendimento pleno, de maneira que podemos explicá-la e comentá-la. Pelo que recomendo este caminho a todo aquele que queira caminhar na companhia de Deus. Grandes bênçãos estão reservadas àqueles que tenham a sabedoria de colocar em prática a luz mais elevada que lhes chegue. Pois, através desta luz, um dia o Homem será deus em potência e em acção.
Aliás, de harmonia com as premissas da alquimia interior, o Homem caminha para a essência Divina. E, de acordo com estas mesmas premissas, depois do Homem ter vencido e dominado os quatro elementos, o Homem dominará o quinto elemento, que segundo os antigos alquimistas, consiste na energia primordial criadora do Universo. Pelo que somente com o Divino poder da “Sabedoria” e da “Força de Vontade”, o Homem poderá triunfar sobre o quinto elemento, para em conformidade com a sua utilização, descer aos infernais abismos, ou ascender aos galácticos céus. E, porque lhe foi legada esta sabedoria, o Homem reflecte que tudo o que vê, toca e sente é uma manifestação do Poder Criador Universal.
Assim, Deus, é a plenitude, a grandiosidade, a omnipresença e a omnipotência. É o Todo presente em tudo. Os universos e tudo o que neles há são partes integrantes desse poder sem limites. A compreensão desta Verdade Absoluta simboliza a porta de entrada ao Templo de Luz que se abre ao Iniciado. Sem que o reconhecimento de que tudo é manifestação do Único, não se pode abrir as portas do Santuário. É no interior deste Templo da Luz, que se sente a Beleza em tudo o que vemos e em tudo o que conhecemos, porque a Divindade está presente e está latente em tudo o que nos rodeia e podemos admirar.
Assim, porque sentimos a presença da Beleza Divina, passamos a reconhecer que fazemos parte no Plano da Vida, com este reconhecimento encontramos a Serenidade e a Paz Interior, que nos conduz à harmonia e bem estar. E tanto mais, que é por reconhecermos a nossa unidade com toda a humanidade e com Deus, que nos tornamos mais fraternos e mais felizes.
Meus irmãos, em face do que lhes falei, a Confiança em Deus é a suprema viga mestra da maçonaria capaz de não só segurar o peso do edifício maçónico em si, como também, tal como a águia enfrenta as tempestades, faz com que o maçom enfrente as tempestades que acaso desabem sobre o templo sagrado.
Muitos de vós trazem uma sede de paz, de comunhão, e de alegria. Para viverem estas Divinas virtudes, confiem no poder de Deus. Pois, será através desta confiança que tornar-se-ão capazes de sair dos vossos medos e receios, e passarão a acreditar que há um futuro, não apenas para vós próprios, mas para todo o ser humano.
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